Caros Colegas
Digníssimos Profissionais Contábeis Cabo-verdianos,
Na sequência da apresentação da nossa Candidatura às Eleições para os Corpos sociais da Ordem Profissional de Auditores e Contabilistas Certificados, é nosso dever, também, apresentar, para vosso sufrágio, as Linhas Gerais da Plataforma Eleitoral da nossa Lista de Candidaturas.
Trata-se de uma proposta de atuação, ao longo do triénio do nosso futuro mandato, nas diversas áreas que importam à nossa organização profissional de classe, explicitando as diversas ações que pretendemos levar a cabo, a diversos níveis, para cumprir as legítimas expectativas dos Associados da OPACC, nomeadamente:
NO PLANO INSTITUCIONAL E ORGANIZACIONAL DA ORDEM
É nossa intenção:
1. Recrutar um Secretário-Geral, quadro com experiência bastante, para garantir a boa análise dos processos entrados na Ordem, e facilitar a tomada de deliberação pelos órgãos competentes, e resolver, de vez, os problemas de eficácia que a Ordem vem enfrentando, em prejuízo da sua imagem;
2. Nas ilhas onde houver um número de 50 associados inscritos, aproximadamente, criar Seções regionais, definindo as suas competências, estrutura e modo de funcionamento;
3. Criar meios de comunicação e informação associativa, tais como um Newsletter mensal e uma “Revista da Ordem”, trimestral, a ser publicada através do nosso sítio na Internet;
4. Adequar, o mais breve possível, o Estatuto da Ordem, tendo em conta a Lei das Associações Públicas Profissionais e outras alterações que se revelarem oportunas e pertinentes, nomeadamente que modernizem o Estatuto, tendo em conta as novas tecnologias de informação e comunicação (TIC);
5. Elaborar o Regulamento de Formação Profissional Contínua, o Regulamento de Controlo de Qualidade, o Regulamento do Seguro de Responsabilidade Profissional e outros regulamentos pertinentes, tendo em conta o Estatuto e outras necessidades regulamentares da Ordem;
6. Atualizar o Regulamento Eleitoral da Ordem, tendo em conta as novas TIC e de modo a facilitar a participação de um maior número possível de Associados nos atos eleitorais da nossa Associação profissional;
7. Providenciar a elaboração e aprovação e/ou a adoção de Normas e padrões técnicos de atuação profissional dos Associados certificados, incluindo Normas de Controlo de qualidade, Normas e interpretações técnicas, Recomendações de prática profissional, Instruções e comunicados técnicos, e outros instrumentos, que regulamentem a forma de realização e facilitem os trabalhos profissionais dos Auditores certificados e Contabilistas certificados;
8. Organizar cursos, seminários, encontros, colóquios, conferências, congressos e outros eventos de interesse para os Associados certificados, estagiários e/ou candidatos a exames na Ordem;
9. Organizar uma pequena biblioteca técnica, física, e/ou providenciar o acesso a bibliotecas virtuais, eventualmente existentes em Cabo Verde ou noutros países;
10. Acompanhar o processo conducente aos pronunciamentos das organizações nacionais e internacionais de normalização e regulamentação da contabilidade e auditoria e dos respetivos profissionais, preparando as eventuais respostas da Ordem no âmbito das audições públicas das citadas organizações;
11. Incentivar o órgão de fiscalização da Ordem a um trabalho intensivo e exaustivo, no âmbito das suas competências funcionais, abrangendo o controlo do cumprimento da lei, do Estatuto, dos regulamentos, das deliberações da Assembleia-geral e das regras e práticas de gestão económico-financeiras instituídas e/ou geralmente aceites, por todos os órgãos da Ordem e a todos os níveis, de modo a melhor salvaguardar a integridade dos recursos, a transparência da gestão e, em geral, a boa governação da nossa Associação;
12. Criar Comissões especializadas para desenvolver diversas matérias tais como a Organização e controlo de gestão da Ordem, Revisão do Estatuto, Elaboração ou atualização dos regulamentos internos e restantes Regulamentos e normas da responsabilidade dos diversos Conselhos.
NO PLANO DA SALVAGUARDA DO EXERCÍCIO DAS ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DA ORDEM
É nossa intenção:
13. Fazer prevalecer os princípios legais que estabelecem o exercício das atividades de Auditor certificado e de Contabilista certificado somente pelos profissionais e sociedades com certificação e/ou registo da Ordem e/ou munidos de uma Cédula Profissional de Auditor ou Contabilista certificado;
14. Fazer prevalecer os princípios legais que estabelecem competências normativas da Ordem, relativas à contabilidade e auditoria e ao exercício das profissões de Auditor certificado e de Contabilista certificado.
NO PLANO DA SALVAGUARDA DOS DIREITOS BÁSICOS, ESTATUTO E FUNÇÕES ESPECÍFICAS DOS ASSOCIADOS
É nossa intenção:
15. Promover veementemente a função social, prestígio e dignidade, e representar e defender, na medida possível, os interesses, direitos e prerrogativas, e propor medidas legislativas e regulamentares e de outra natureza, que sejam oportunas e pertinentes, relativas às profissões de Auditor certificado e de Contabilista certificado e aos interesses profissionais e morais dos Associados.
NO PLANO DA SALVAGUARDA DO INTERESSE PÚBLICO
É nossa intenção:
16. Promover o exercício independente das profissões de Auditor certificado e de Contabilista certificado e fazer prevalecer o exercício, em regime de exclusividade, das funções reservadas por lei aos Auditores e Contabilistas certificados;
17. Difundir, promover e fazer cumprir os princípios e normas de ética e deontologia profissional no exercício das profissões de Auditor e Contabilista certificado, os quais se encontram estabelecidos no Código de Ética e Deontologia Profissional dos auditores e contabilistas cabo-verdianos;
18. Proceder de forma diligente a todas as investigações que tiverem de ser efetuadas, relacionadas com eventuais reclamações do público, e julgar em primeira e segunda instância, através dos órgãos da Ordem competentes, as eventuais infrações disciplinares, cometidas pelos Associados certificados;
19. Participar no ensino da contabilidade e da auditoria, a todos os níveis, e colaborar no fomento e realização da investigação, divulgação e intercâmbio, que visem o aperfeiçoamento e a divulgação de princípios, conceitos e técnicas contabilísticas e de auditoria;
20. Propor as pertinentes medidas legislativas, regulamentares e de outra natureza, relativas à contabilidade e auditoria e ao exercício das profissões de Auditor certificado e de Contabilista certificado, que sejam adequadas à salvaguarda do interesse público, mormente dos utentes da informação contábil.
NO PLANO DO APOIO SÓCIO-PROFISSIONAL AOS ASSOCIADOS
É nossa intenção:
21. Participar ativamente no aperfeiçoamento técnico-profissional dos Associados certificados e dos seus colaboradores, através da comercialização e licenciamento de cursos do domínio da contabilidade, auditoria e matérias afins;
22. Promover a formação em informática para utilizador dos Associados certificados e dos seus colaboradores, mormente na utilização dos softwares de escritório e dos softwares de suporte e apoio dos trabalhos de contabilidade e de auditoria;
23. Obter colaborações e parcerias diversas para criar, manter atualizada, e disponibilizar aos Associados certificados, em condições a estabelecer, uma base de dados, em suporte eletrónico, com a legislação nacional pertinente, nomeadamente, de natureza contabilística e financeira, fiscal e parafiscal, comercial e de empresas comerciais, civil e processual, bem como do normativo que vier a ser produzido e/ou adotado pela Ordem;
24. Negociar com todas as empresas que exploram as novas tecnologias de comunicação e informação (Internet, transmissão de dados, vídeo conferências, etc.) vantagens especiais no uso das referidas tecnologias pelos Associados certificados;
25. Promover e apoiar a negociação e/ou criação de esquemas complementares de segurança social, seguros de saúde, seguro de responsabilidade profissional, etc. em favor dos Associados certificados e/ou dos seus colaboradores, e obter de instituições de crédito condições especiais de financiamento para investimento dos Associados certificados, mormente para aquisição de equipamentos de escritório, para frequência de ações de formação prolongadas e para aquisição de licenças de softwares profissionais.
NO PLANO DO APOIO AOS ESTAGIÁRIOS E/OU CANDIDATOS A EXAME DE ADMISSÃO À ORDEM
É nossa intenção:
26. Enquadrar os estagiários e acompanhar os respetivos estágios, nos termos do Regulamento de Acompanhamento de Estágios aplicável;
27. Promover eventuais cursos de preparação para exames, havendo interessados suficientes que viabilizem a sua realização em termos financeiros;
28. Proceder à realização de exames de admissão à Ordem, tanto para Contabilista certificado como para Auditor certificado, pelo menos uma vez ao ano.
NO PLANO DAS RELAÇÕES COM ENTIDADES NACIONAIS
É nossa intenção:
29. Estabelecer as melhores relações de colaboração com os Órgãos de Soberania, particularmente o Governo, por intermédio do Ministério das Finanças e do Planeamento, Ministério do Turismo, Indústria e Energia e Ministério da Justiça, e particularmente com a DGCI - Direção Geral das Contribuições e Impostos, IGF- Inspeção Geral das Finanças e outras entidades da orgânica do Ministério das Finanças e do Planeamento, bem como com a CNNC - Comissão Nacional de Normalização Contabilística, com o TC - Tribunal de Contas de Cabo Verde, enquanto mais alta Instituição de Auditoria do Estado, BCV – Banco de Cabo Verde (Banco Central), enquanto entidade responsável pela regulação e normalização contábil do setor financeiro, mormente dos setores bancário e segurador, BVC - Bolsa de Valores de Cabo Verde, enquanto entidade gestora do mercado de valores mobiliários, etc.;
30. Estabelecer as melhores relações com as Associações empresariais e as restantes Associações profissionais de Cabo Verde, mormente as restantes Ordens profissionais, e colaborar com estes últimos na eventual criação de um Conselho permanente, que se ocupe de questões comuns às Ordens profissionais do país.
NO PLANO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS
É nossa intenção:
31. Aderir ao FIDEF-Fédération International des Experts-Comptables Francophones (Federação Internacional dos Peritos Contabilistas da Francofonia), filiar-se na IFAC - International Federation of Accountants (Federação Internacional de Peritos Contabilistas) e qualificar-se para colaborar nas audiências públicas internacionais das diversas organizações e comités do IASB - International Accounting Standards Board (Comissão para as Normas Internacionais de Contabilidade e Relato Financeiro);
32. Estabelecer as melhores relações de cooperação com instituições congéneres dos PALOP –Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, CPLP – Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa, CEDEAO – Comunidade Económica dos Estados de Africa Ocidental e EU – União Europeia;
33. Colaborar com outras organizações internacionais de interesse, para assuntos de contabilidade e auditoria ou referentes ao exercício das profissões de Auditor e Contabilista certificado, e fazer-se representar em congressos, conferências, reuniões e outras manifestações de carácter técnico ou científico, relacionados estreitamente com a contabilidade e a auditoria.
Praia, 30 de Outubro de 2012
A LISTA DE CANDIDATURAS